quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Que tal um pouco de Legião Urbana?

          Legião Urbana foi uma banda brasileira de rock surgida em Brasília ativa entre 1982 e 1996. Ao todo, lançaram dezesseis álbuns, somando mais de 20 milhões de discos vendidos. Ainda hoje, é o terceiro grupo musical da gravadora EMI que mais vende discos de catálogo em todo o mundo, com uma média de 250 mil cópias por ano. O fim do grupo foi marcado pelo falecimento de seu líder e vocalista, Renato Russo, em 11 de outubro de 1996. A banda é uma das recordistas de vendas de discos no Brasil incluído premiações da ABPD com dois Discos de Diamante pelos álbuns Que País É Este de 1987 e Acústico MTV de 1999. A banda faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com o Barão Vermelho, Titãs, Paralamas do sucesso.
           A primeira apresentação da Legião Urbana aconteceu em 5 de setembro de 1982 na cidade mineira de Patos de Minas, durante o festival Rock no Parque, que contou com outras oito atrações, entre elas a Plebe Rude.
          O primeiro álbum Legião Urbana, lançado em 2 de janeiro de 1985, é extremamente politizado, com letras que fazem críticas contundentes a diversos aspectos da sociedade brasileira. Paralelo a isso, possui canções de amor que foram marcantes na história da música brasileira, como "Será", "Ainda é cedo" e "Por Enquanto", esta última que é considerada como a melhor faixa de encerramento de um disco, segundo Arthur Dapieve, crítico e amigo de Renato Russo. "Geração Coca-Cola" é outra música famosa deste álbum.
           O segundo álbum, Dois, foi lançado em 1986. O disco deveria ser duplo e se chamar Mitologia e Intuição, mas o projeto foi recusado pela gravadora, fazendo com que o disco saísse simples. A primeira música, "Daniel na Cova dos Leões" é iniciada com um pouco da canção "Será" envolto a ruídos de rádio e do hino da Internacional Socialista. É o segundo álbum mais vendido da banda, com mais de 1,2 milhão de cópias, e considerado por muitos o mais romântico. "Tempo Perdido" (Uma das minhas favoritas por sinal.) fez um grande sucesso e se tornou um dos clássicos da Legião. "Eduardo e Mônica", "Índios" e "Quase Sem Querer" também fizeram muito sucesso.
          O álbum As Quatro Estações de 1989 é considerado por muitos o melhor e mais inspirado trabalho do grupo, inclusive pelo próprio Renato Russo, além de conter o maior número de hits: são onze canções, das quais pelo menos nove foram tocadas incessantemente nas rádios. É o álbum mais vendido da Legião, com mais de 1,7 milhão de cópias, é também considerado o disco mais "religioso". Músicas legendárias como "Pais e Filhos" e "Monte Castelo" fizeram parte deste álbum.
          Lançado em Novembro de 1991, V é o disco mais melancólico. Renato estava em um momento complicado de sua vida, com a descoberta de que era soropositivo um ano e meio antes, problemas no relacionamento com o namorado americano, Robert Scott Hickman, e alcoolismo. O álbum é recheado de canções atípicas para os "padrões" da banda. A atmosfera de "Metal Contra as Nuvens", com seus mais de onze minutos de duração, é um dos destaques, assim como a densa "A Montanha Mágica". A crítica social de "O Teatro dos Vampiros" e a melancólica "Vento no Litoral" (A minha preferida.) foram as mais tocadas neste CD. 
          O álbum O Descobrimento do Brasil de 1993, época em que Renato Russo tinha iniciado o tratamento para livrar-se da dependência química e mostrava-se otimista quanto ao seu sucesso. Ainda assim, as letras oscilam entre tristeza e alegria, encontros e despedidas. É como se, para seguir em frente, fosse necessário deixar muitas coisas para trás, e não se pudesse fazer isso sem uma boa dose de nostalgia. Desta forma, Descobrimento é um álbum com fortes notas de esperança, mas permeado por tristeza e saudosismo. Ainda assim, é considerado por muitos o álbum mais "alegre" e delicado da Legião Urbana. Apesar de boas vendas, o CD não foi muito tocado nas rádios. As faixas de sucesso foram "Giz", "Vinte e Nove" e "Perfeição", música essa que foi na época uma pesada crítica ao Brasil.
         O último concerto da Legião Urbana aconteceu em 14 de janeiro de 1995, na casa de apresentações "Reggae Night" em Santos, litoral do estado de São Paulo.
        
Algumas canções do disco sugerem uma despedida antecipada, como diz o trecho "e quando eu for embora, não, não chore por mim", da canção "Música Ambiente". As fotos do encarte foram tiradas próximas à época do lançamento, exceto a de Renato, que foi aproveitada da sessão de fotos do seu álbum solo Equilíbrio Distante de 1995, já que o cantor, um pouco debilitado, se recusou a fotografar para o disco. O álbum A Tempestade foi lançado inicialmente na época como um clássico livrinho com capa de papelão e anos depois relançado como álbum comum (caixa de plástico). A foto do guitarrista Dado é diferente entre as duas versões. Com exceção de "A Via Láctea", as demais faixas do álbum possuem apenas a voz guia de Renato, que não quis gravar as vozes definitivas. Também não foram incluídas as frases "Urbana Legio Omnia Vincit" e "Ouça no Volume Máximo", presentes nos discos do grupo. Em seu lugar, uma frase do escritor modernista brasileiro Oswald de Andrade: "O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus".
O fim oficial da banda aconteceu em 22 de outubro de 1996, onze dias após a morte do mentor, líder e fundador da banda. Renato Russo faleceu 21 dias após o lançamento de A Tempestade, no dia 11 de Outubro de 1996.

                Renato Russo gostava de uma história. Gostava de contá-las, de pintar a vida através de narrativas. Sua especialidade eram as canções. Ele sabia que a todo instante o nosso futuro recomeça e, assim, as histórias, quando são boas, nunca têm um fim. A Legião Urbana é uma delas. Uma história que precisou de dois amigos fiéis para ser escrita a seis mãos: Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Como as grandes histórias podem ser contadas de diversas formas, dependendo de quem as conta, a da Legião Urbana também. Uma delas é assim. (Tirado do site official da banda : http://www.legiaourbana.com.br/)
       Pessoal, baixem aqui a música Perfeição, eu gosto demais dela, fala bem a realidade, mais com irônia sabe? Então... eu gosto dela e indico! (http://www.4shared.com/audio/eNRPhBRX/Legiao_Urbana_-_Perfeio.html)
                   
                      E é isso aí galerinha, deixem seu comentário aqui em baixo, der suas surgestões de bandas que podemos falar, certo? Um beijo!                

                                          - Postagem feita por Diandra Nadryele. =*

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Que tal o rei do metal ? - Ozzy Osbourne, o começo.




                     John Michael Osbourne, conhecido como Ozzy Osbourne. Ele é um grande músico, grande compositor e vocalista britânico. Na minha opinião um dos melhores, e aposto que não só na minha, uma grande marca no rock. 

         Ozzy aos seus vinte anos, montou sua primeira banda o "The Polka Tulk Blues Band", e logo depois apenas Polka Tulk, que mais tarde ganhou o nome de Earth. No repertório, blues e rock com influências das bandas Cream, Blue Cheer e Vanilla Fudge, recebe a alcunha de "Pai do Heavy Metal", sendo assim idolatrado.
         E em 1969, após descobrir a existência de uma banda homônima, Anthony "Tony" Iommi (guitarra), William "Bill" Ward (bateria), John "Ozzy" Osbourne (vocais) e Terence "Geezer" Butler (baixo) decidem adotar outro nome. A idéia surgiu a partir do título de uma história do escritor Dennis Wheatley (que também inspirou a composição de Butler), nascendo então o Black Sabbath.
          O nome e a temática do Black Sabbath surgiu quando todos os integrantes andavam pela "cidade natal" da banda. Quando passaram em frente a um cinema no qual estava passando um filme de terror. Ozzy e Tony pensaram "As pessoas pagam para ver isso? Para sentir medo? Pode ser que dê certo" e então puseram o nome do filme na banda e desde então compuseram músicas sobre a morte, o Diabo e coisas do gênero. E começou assim! Mais tem muita coisa ainda por aí... ;)

                             Leiam trechos da autobiografia "Eu Sou Ozzy" que sai agora pela editora Benvirá.

Você tem uma perspectiva diferente em relação à carne depois de trabalhar num abatedouro por algum tempo. Lembro de ter ido a um acampamento e estava fazendo um churrasco. Algumas vacas da fazenda ao lado vieram até ali perto, cheirando, como se soubessem que algo estava errado. Comecei a me sentir estranho. "Tenho certeza de que não era nenhuma vaca que vocês conheciam", falei, mas elas não foram embora. Arruinaram a porra do meu churrasco. Não parece certo comer carne quando se está na companhia de uma vaca.
(Ainda adolescente, quando trabalhava num açougue)

Fui a uma degustação de vinhos, em Birmingham. Era um mercado de comida ou algo assim, na época do Natal. Pensei: Puta merda, uma degustação de vinhos, isso parece algo que um adulto civilizado faria. Na manhã seguinte, Thelma me perguntou: "O que você comprou?". Eu respondi: "Oh, nada". E ela continuou: "Mesmo? Deve ter comprado algo". E eu disse: "Ah, bem, sim --acho que comprei algumas caixas".
Acontece que eu havia comprado 144 caixas.
Fiquei tão bêbado que achava que estava comprando 144 garrafas.
Aí um caminhão de entregas do tamanho do petroleiro Exxon Valdez parou em frente a Bulrush Cottage e começaram a descarregar caixas de vinho suficientes para encher a casa até o teto. Demorou meses para que eu e os roadies terminássemos com aquilo.
(Nos anos 70, ainda casado com Thelma)

Eu me apaixonei loucamente por Sharon. O que acontece é que, antes de conhecê-la, nunca tinha encontrado uma garota que fosse como eu. Quero dizer, quando saíamos as pessoas achavam que éramos irmãos, de tão parecidos. Onde fôssemos, sempre éramos os que estavam mais bêbados e os que falavam mais alto.
(Declarando seu amor por Sharon)

Eu me levantei, andei pela sala, sentei-me no braço da cadeira da garota de RP e tirei uma pomba do meu bolso.
-- Ah, que linda --ela falou, dando outro sorriso falso. E olhou de novo para seu relógio.
É isso, pensei. Abri minha boca o máximo possível.
Do outro lado da sala, vi Sharon estremecer.
Aí comecei: chomp, spit.
A cabeça da pomba caiu no colo da garota, salpicando sangue. Para ser honesto com vocês, eu estava tão bêbado que tinha gosto de Cointreau. Bom, Cointreau e penas. E um pouco de bico. Aí joguei a carcaça na mesa e olhei enquanto se mexia.
(Arrancando a cabeça de uma pomba numa reunião da gravadora)

A coisa mais engraçada do Mötley Crüe era que eles se vestiam como garotas, mas viviam como animais. Foi um aprendizado, até para mim. Aonde iam, carregavam uma mala gigante cheia de todo tipo de bebida imaginável. Assim que terminava o show, abriam a mala e as portas do inferno.
Toda noite, garrafas voavam, facas eram mostradas, cadeiras estraçalhadas, narizes quebrados, propriedades destruídas. Era como se o hospício e o pandemônio se juntassem, multiplicados pelo caos.
(Nos anos 80, em turnê com o Mötley Crüe)

O show era no Rock in Rio, um festival de dez dias com Queen, Rod Stewart, AC/DC e Yes. Um milhão e meio de pessoas compraram ingressos. Mas eu fiquei desapontado com o lugar. Tinha esperado ver a Garota de Ipanema em cada esquina, mas não vi nenhuma. Havia só um monte de crianças pobres correndo pelo lugar como ratos. As pessoas eram ou absurdamente ricas ou viviam nas ruas --parecia não haver nada no meio.
(Em janeiro de 1985, no Rock in Rio)

  Aconselho a baixar essa música, Ozzy disse a uma entrevista que ele fez a MTV que gostava muito dela : http://www.4shared.com/audio/djY14kJL/Let_It_Die_-_Ozzy_Osbourne.html


               E é só, depois tem outra falando mais. Beijos da Diandra Nadryele. =*